Vale Histórico: uma viagem inesquecível pela cultura e natureza do Brasil.

A região do Vale Histórico é situada em São Paulo entre os Estados de Minas Gerais (Sul de Minas) e Rio de Janeiro (Sul Fluminense), separada do litoral sul do Rio pela Serra da Bocaina. Composta pelas cidades de Silveiras, Queluz, Areias, São José do Barreiro, Arapeí e Bananal, o Vale Histórico mantém um intercâmbio com os estados próximos, tornando-se uma rica junção das culturas Paulista, Carioca e Mineira. Esta mistura pode ser observada tanto no modo de vida da população local, quanto na gastronomia e no sotaque, devido a presença de moradores oriundos de várias cidades vizinhas. Curiosas estradas levam o turista ora estar em São Paulo, ora no Rio de Janeiro, através de curvas em pequenas distâncias percorridas. Por estar no eixo São Paulo/Rio, entre as duas principais metrópoles do Brasil, em determinadas situações existe o contraste da cultura caipira, típica em cidade do interior, com alguns hábitos das grandes cidades, tornando a região ainda mais peculiar. O grande potencial turístico da região vem de uma época áurea da economia, quando o “café dava para tudo”, pois representava mais de 50% do que o Brasil exportava após 1850. O período de prosperidade foi aproximadamente de 1836 até 1886, produzindo e exportando toneladas de grãos, utilizando a mão-de-obra de milhares de escravos, com seus “Barões” avalizando empréstimos para o Império e vivendo com opulência na Corte ou na Europa. Este período deixou na região: fazendas, casarões e costumes que ainda permanecem, levando o visitante a uma volta ao rico passado do País. Outro ponto alto é a gastronomia, que passa por influências indígena, africana, espanhola e portuguesa, com pratos para todos os gostos. Além de todo potencial histórico e cultural, as Serras da Mantiqueira e da Bocaina proporcionam um cenário de rara beleza, uma exuberante natureza com seus rios, cachoeiras e matas que tornam as cidades do Vale Histórico ainda mais encantadoras. Vale a pena conhecer esta região que proporciona experiências únicas para todos seus visitantes.

Histórico do Projeto

Desde abril de 2001, o SEBRAE-SP Escritório Regional de Guaratinguetá, têm concentrado forças para o desenvolvimento sustentável da atividade turística na região, através de um programa denominado PDTR – Programa de Desenvolvimento do Turismo Receptivo.
O programa tem como base a participação e envolvimento da comunidade através do planejamento estratégico participativo acompanhado, ou seja, o SEBRAE-SP disponibiliza ao município turístico um consultor especialista em planejamento turístico e, o mesmo, junto com a comunidade, que na oportunidade é representado pelo Comtur (Conselho Municipal de Turismo) ou outro segmento devidamente formal (Associações, Condema, Sindicatos), desenvolvem e executam projetos visando a organização da atividade turística local.
Os projetos desenvolvidos e aplicados na localidade priorizam os seguintes temas: Formatação de Produtos Turísticos Atrativos e Complementares; Sensibilização e Envolvimento da Comunidade; Capacitação de Empresários e Profissionais; Estrutura de Recepção ao Turista; Comercialização e, por último, a Gestão e Qualidade da Atividade Turística.
No Plano de Desenvolvimento Turístico Regional, os trabalhos são coordenados e realizados de forma voluntária pelos envolvidos e, conforme a necessidade dos municípios são priorizados dois ou três temas por processo de planejamento que, de acordo com a execução dos mesmos, são priorizados os demais.
Atualmente, este trabalho evoluiu para a estruturação e implementação de um Projeto. Regional com foco no Turismo,
Cultura e Artesanato, objetivando aprimorar os resultados já conquistados e ampliar as possibilidades de negócios dos micros e pequenos empreendedores.

 

Justificativa

A atividade turística é uma das principais fontes de geração de emprego e renda da atualidade. O fenômeno turístico tem a força e o potencial de desenvolvimento sustentável das localidades e territórios, desde que planejado e organizado de forma sistêmica.
Para produzir os resultados propostos na teoria da sustentabilidade, ou seja, priorizar a inclusão social, o crescimento econômico e a preservação do ambiente natural e cultural, é fundamental que as autoridades públicas e privadas entendam o fenômeno turístico como um negócio, entretanto com uma particularidade: um negócio coletivo.
Este entendimento e compreensão são muito importantes e também fundamentais, pois o turista utiliza e usufrui vários segmentos de negócio na localidade, ou seja, o mesmo turista que se hospeda na pousada ou num hotel, se alimentará no restaurante e fará os passeios proporcionados pela agência de turismo receptivo local e também, visitará a casa do artesão local, assim, todos estes empreendimentos precisam e devem estar em sintonia, pois, caso um deles falhe no atendimento, serviços ou em qualquer aspecto, todos serão prejudicados, visto que, a visão do cliente (turista) é do todo e não das partes.
A principal justificativa para a realização e implantação deste projeto é a imensa potencialidade turística do território, potencialidade esta que poderá ocasionar sérios problemas para as localidades se não trabalhada e planejada de maneira assertiva, problemas estes, já enfrentados por destinos onde a atividade turística aconteceu de forma espontânea e desordenada.
Outro fato importante é que, a maioria dos empreendimentos que fornecem produtos e serviços para o turismo na região, são classificados como micro e pequenas empresas, maior fonte empregadora do país e foco estratégico do SEBRAE-SP.
Constituído por seis municípios ligados pela história do ciclo do ouro e do café, estas histórias se materializaram nos casarões, casas e fazendas preservadas que, ainda necessitam de constante aperfeiçoamento e adequações para visitação, conforme orientação do SEBRAE-SP.
Além da riqueza arquitetônica, as mesmas possuem vários atrativos ligados à história do local, tais como: alambiques, igrejas, cultivo de cana-de-açúcar e café, dentre outros. Não bastasse a riqueza histórica, a região está entre as Serras da Mantiqueira e da Bocaina, que possuem um acervo natural belo e único.
Voltando à história, nas Serras da Mantiqueira e Bocaina são encontrados, até hoje, remanescentes das trilhas abertas pelos escravos para escoamento do ouro e do café, denominado na época, o ouro negro.
O grande fluxo turístico já presenciado no território, nos remete a urgência de ações e estruturação da atividade com vistas à sustentabilidade e não, a degradação.
Tal projeto se justifica pela necessidade destas regiões já conhecidas e freqüentadas, também pela força da atividade turística no desenvolvimento sustentável de territórios e regiões.

Um Símbolo para o Vale Histórico

Em novembro de 2006, as cidades do Vale Histórico promoveram uma eleição para a escolha do seu símbolo representante. A votação envolveu as escolas, as crianças, movimentando quase todas as pessoas das cidades, atingindo o objetivo de criar uma identidade para o Vale Histórico e, principalmente criar o envolvimento da comunidade com o projeto de regionalização.
Os candidatos apresentados para a eleição foram: Cafezinho, Barãozinho e Tropeirinho. Os três representam parte da história e caracterizam muito bem as cidades de Queluz, Areias, Silveiras, São José do Barreiro, Arapeí e Bananal. Após uma disputa acirrada, o eleito foi o TROPEIRINHO, candidato que simboliza a viabilização dos ciclos do ouro, do gado, a trilha da independência, o café, o final da Monarquia e a chegada da República. Trouxe musicalidade, gastronomia, religiosidade, ditados populares, artesãos, seleiros, ferreiros, domadores, curtidores de couro, presepistas e, o mais importante, a Língua Portuguesa. Foram mais de 300 anos viabilizando a economia e exercitando a liberdade como em nenhum tempo da nossa história. Este é o herói anônimo do povo brasileiro: o TROPEIRO.

OS CANDIDATOS
O Cafezinho, representou o período do café; o Barãozinho, caracterizou os Barões do café com suas fazendas que tornaram a região uma das mais importantes do Brasil e, por fim, o Tropeirinho através do “Tropeirismo”, tropas que transportavam ouro, café entre outros produtos, influenciando diretamente a cultura regional.