Através do Programa SEBRAE-SP de Artesanato, vários grupos de artesãos do estado de São Paulo receberam capacitações técnicas e gerenciais que possibilitaram a organização destes, com o objetivo de fornecerem para mercados atacadistas produtos diferenciados e de qualidade, sendo estes também direcionados para o mercado de turismo da região do Vale Histórico.
Em Abril de 2001, na cidade de Silveiras, um grupo de 18 artesãos desenvolvendo a técnica de entalhe em madeira, deu início com o apoio do SEBRAESP, a uma história de desenvolvimento do artesanato que se espalhou por todo o Vale Histórico e, hoje tornou-se reconhecido pela sua linha de pássaros brasileiros vendida em todo Brasil.
O trabalho em madeira de Silveiras é rico pela qualidade e originalidade. O querido João de Barro, (que serviu de inspiração para modinhas de viola), os tucanos, as araras, entre outros pássaros enconartesanato trados na região, compõem a linha. Com a mesma técnica são produzidos produtos utilitários como:
mexedores de drink, faquinhas para pasta, jogos americanos, porta copos, porta-guardanapos e petisqueiras, sempre utilizando a identidade da fauna local.
Em 2002, na cidade de Bananal, o grupo de artesãos que trabalha com a técnica de crochê em barbante, recebeu o incentivo do SEBRAE-SP para agregar valor aos seus produtos.
A realização de uma oficina sobre a técnica de tingimento natural realizado com a casca da cebola, folha da macela e pó de café, gerou um importante diferencial ao já tradicional artesanato do município. Além do tingimento diferenciado nos produtos de crochê de Bananal, os turistas poderão reconhecer um pouco da história e da cultura local, a exemplos dos coqueirais crochetados em xales, das referências à estação de trem impressas nas almofadas e nas colchas que sempre cobriram as camas nas antigas Fazendas de Café.
Na cidade de Queluz, o Programa SEBRAE-SP de Artesanato chegou em 2004 e o município oferece, aos compradores, um excelente artesanato com trançados em taboa e fibra de bananeira. Hoje, são produzidos diversos produtos como: bolsas, cestos, tapetes, chinelos, que movimentam a economia da cidade, sendo destaque em várias feiras de artesanato da região. O artesanato da região do Vale Histórico é muito rico e marcado principalmente pela sua diversidade. As influências de todos os períodos e pessoas que constroem esta região acrescentam técnicas, sentimentos a esta produção que, no final, traduz um pouco do que é a vida deste local. A Casa do Artesão, encontrada em quase todas as cidades do Vale Histórico, é o local onde reúne os trabalhos de todas estas pessoas que, com as mãos, reescrevem a história das cidades. Pode-se entender um pouco mais do que é esta região tentando decifrar os mistérios nos encantos destas obras artesanais. Nas lojas e nos ateliês, além dos produtos artesanais, o visitante em diversas ocasiões poderá ter contato com os próprios artesãos que, em grande parte do tempo permanecem em seus locais de trabalho. Difícil tarefa é traduzir em palavras as obras que carregam em si tantos valores pessoais e toda uma história que começou há alguns séculos. Talvez, somente conhecendo pessoalmente para que cada um tenha a sua percepção desta mistura de expressão produzida neste cenário privilegiado que é o Vale Histórico.